Por Uma Itabuna Melhor

Por Uma Itabuna Melhor

sábado, 4 de julho de 2015

DEM e PTB se encontram e encerram as negociações sobre fusão Foto: Valter Pontes



Deputado federal, José Carlos Aleluia
Aqueles que apostavam na fusão do DEM com o PTB de olho no quarto maior partido político do país que iria surgir já podem tirar o cavalinho da chuva. A tão sonhada junção das duas siglas – pelo menos pela maioria dos democratas – foi definitivamente sepultada na última quinta-feira, após reunião da executiva nacional das legendas. Os caciques de ambos os partidos estiveram reunidos em Brasília para oficializar o “sepultamento” das negociações, conforme já era esperado pelos próprios petebistas, que abriram as negociações a pedido do DEM. Nos bastidores, especula-se que os democratas – cada vez menores no País – estavam preocupados com a saída de seus membros para outros partidos, enfraquecendo ainda mais a sigla, que no passado era PFL. O encontro em Brasília teve a presença do deputado federal Claudio Cajado e do presidente do DEM na Bahia e também deputado federal, José Carlos Aleluia. Devido às comemorações do 2 de Julho, data da Independência da Bahia, o prefeito ACM Neto não pôde comparecer. Inclusive, muito se fala que outro grande motivo para os democratas insistirem na fusão com o PTB seria para manter Neto, que almeja sair da sigla. O rumo mais certo para o prefeito da capital baiana, até então, é o PMDB. Dentro do PTB, há quem diga que o DEM estaria forçando a barra para conseguir convencer os petebistas da fusão, numa tentativa de não deixar cair a força da sigla com a possível saída do prefeito ACM Neto para outra legenda. Nos bastidores, os mais desacreditados da fusão chegam a afirmar que a retomada do diálogo, que havia sido findado no meio de maio, foi mais uma estratégia do prefeito para se cacifar diante de outras legendas. A fusão do DEM com o PTB começou a emperrar depois de esbarrar em questões como a divisão do poder e o fundo partidário que o novo partido teria, na ordem de R$ 70 milhões. Outro entrave teria sido o fato do DEM pleitear 60% dos votos da Executiva na tomada das decisões do novo partido, o que inviabilizaria a hegemonia dos petebistas, deixando estes desconfiados.
Hieros Vasconcelos Rego, Tribuna da Bahia

Mãe de jovem baleado defende redução da maioridade

A imagem do filho sendo baleado durante um assalto é recorrente na memória da dona de casa Juraci de Osti, de 51 anos, mãe de Thiago de Osti, morto aos 28 anos quando voltava da degustação de pratos do seu casamento, em outubro do ano passado. Para Juraci, a redução da maioridade penal pode evitar que jovens que cometeram atos infracionais se tornem adultos envolvidos com a criminalidade. “Muitos passam para a maioridade matando, mas se fossem coibidos, a sociedade teria como salvar vítimas. O rapaz que matou meu filho tinha 33 anos, mas, quando puxaram a ficha dele, era imensa. Ele já tinha passagem por homicídio, receptação, desde quando era menor de idade.” Além de Thiago, a dona de casa teve outros dois filhos. Um deles tem 16 anos e isso não a impede de defender a proposta.”São menores infratores, não estamos falando de crianças que passam por necessidade e não vão para o mundo do crime. Quantos que a gente vê que têm estudo e fizeram o mal? Eu posso falar que sou favorável, tenho um filho assassinado e um de 16 anos. Não tenho medo.” A noite da morte do jovem que pagou a própria faculdade e que começou a trabalhar aos 17 anos não parecia que teria um desfecho trágico. “Estava chegando em casa com o meu filho, umas 22h50. Ele foi abrir o portão e tentou me dar uma garrafinha de água, mas ela caiu no chão. Eu pensei que era uma brincadeira, mas foi muito rápido. Vi depois que meu filho estava parado e havia dois rapazes com ele e outro parado no meio da rua.

Deputado quer criminalizar apologia a práticas sexuais com crianças e adolescentes


Deputado federal Ronaldo Carletto (PP)
Preocupado com os grandes números de crimes sexuais contra crianças e adolescentes e com medidas que estimulam esses indivíduos a adotarem comportamentos sexuais inadequados, o deputado federal Ronaldo Carletto (PP) apresentou um projeto de lei na Câmara com o objetivo de tornar crime a apologia a práticas sexuais com crianças e adolescentes. De acordo com o deputado, apesar de conter no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diversos tipos penais, há necessidade de aperfeiçoá-lo quando uma nova prática perniciosa, que mereça tutela penal, começa a ser identificada. “Temos visto crescerem casos de raps e funks que sexualizam muito cedo as crianças e estimulam adolescentes a adotarem comportamentos sexuais inadequados. Para tanto, propomos este novo tipo no ECA, punindo com pena adequada qualquer apologia a esses atos abomináveis, seja em músicas ou por quaisquer outros meios”, argumentou Ronaldo.

Ministro das Finanças grego acusa credores de “terrorismo”

O ministro das Finanças da Grécia, Yannis Varoufakis, acusou de “terrorismo” os credores do país em meio à preparação para a realização do plebiscito no qual a população será consultada sobre a proposta dos credores por mais austeridade. Em entrevista ao jornal espanhol El Mundo publicada neste sábado, Varoufakis afirma que uma vitória do “sim” seria uma humilhação para os gregos. “O que estão fazendo com a Grécia tem um nome: terrorismo”, disse o ministro. “Por que nos forçaram a fechar os bancos? Para colocar medo nas pessoas e, quando se trata de aumentar o terror esse fenômeno se chama terrorismo”, completou. “Mas acredito que o medo não vencerá”, acrescentou. A Grécia realiza um plebiscito histórico neste domingo que pode mudar o destino do país e da moeda comum europeia. As pesquisas de opinião mais recentes na Grécia mostram uma população dividida entre os apoiadores do pedido do primeiro-ministro Alexis Tsipras pelo voto no “não” a demandas de austeridade e os defensores do “sim” aos termos de um novo pacote de resgate.
Estadão

Ex-vereador é morto, e rádio capta execução ao vivo no Ceará

O ex-vereador do município de Russas (176 km de Fortaleza) Aureliano Ribeiro foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (3). No momento do crime, um repórter da rádio Progresso fazia uma transmissão ao vivo no local do crime e captou o áudio dos tiros. O crime aconteceu por volta das 7h20. O repórter da emissora falava ao vivo quando, de repente, ouvem-se gritos na rua e quatro disparos. "Um assalto aqui, um assalto", diz o repórter, antes de ficar em silêncio na transmissão. Aureliano chegou a ser socorrido com vida ao hospital regional da cidade, mas não resistiu e morreu no local. A vítima chegou a ser candidato a prefeito de Russas em 2012, mas foi derrotado. Segundo a polícia, o ex-vereador foi morto quando saía de casa, ao lado da mulher. Um homem em uma moto abordou o veículo onde ele estava e efetuou os disparos. As equipes estão realizando os primeiros levantamentos e ainda não há suspeitos do crime. A Polícia Militar também faz rondas para capturar o envolvido. (Uol)

Homicídio em São João do Paraíso

O morador de Porto Seguro Jheuri Oliveira Santos, de 17 anos, foi morto em São João do Paraíso, distrito de Mascote, na manhã desta sexta-feira (03). De acordo com a Polícia Civil, o corpo foi encontrado numa ribanceira próximo a Feira Velha e não há informação sobre quem teria cometido o crime. Segundo parentes da vítima, a mãe de Jheuri mandou o adolescente para São João do Paraíso na semana passada com medo que algo acontecesse ao filho, já que ela suspeitava que o rapaz estivesse envolvido com drogas. O corpo vai ser encaminhado para o IML de Itabuna. A causa da morte ainda não foi informada. (Radar64)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Transexual 'crucificada' na Parada Gay abre oito processos na Justiça

Retrato de Viviany Beleboni, que desfilou crucificada na Parada Gay no último domingo (7) em São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)Retrato de Viviany Beleboni, que desfilou crucificada na Parada Gay no último domingo (7) em São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)
Criticada após ser "crucificada" durante a 19ª Parada Gay, a atriz e transexual Viviany Beleboni entrou na Justiça de São Paulo com processo contra o Facebook para obrigar a rede social a identificar usuários que, após o desfile, publicaram montagens de fotos dela em meio a imagens de sexo explicíto. Ela também abriu sete processos em que reivindica indenização por danos morais no valor total de R$ 800 mil.Entre os alvos estão o senador Magno Malta (PR-ES), acusado por ela de ofender sua honra durante discurso, e o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), apontado por supostamente ter usado montagens de fotos do desfile com imagens de sexo explícito.

A advogada de Beleboni, Cristiane Leandro de Novais, diz que, por causa das imagens após a Parada, sua cliente tem sido reconhecida e sofrido agressões verbais ao frequentar lojas.

Em um dos processos, a transexual afirma que recebeu ameaças de morte por rede social e ligações, "já tendo sido inclusive agredida em frente à sua casa". "Ela está com síndrome do pânico, não sai mais de casa por causa disso", afirmou.

A advogada representa a organização não-governamental ABCDS, responsável pelo trio elétrico em que a transexual desfilou.
O senador Magno Malta afirmou, por meio de sua assessoria, que recebeu com naturalidade a informação sobre a ação judicial por entender que é direito de Beleboni entrar na Justiça, assim como também é direito dele, senador, falar.

O senador acrescentou que não retira nenhum ponto do que falou e que entrou com uma queixa-crime na Procuradoria Geral da República contra a transexual por crime de vilipêndio, escárnio e intolerância religiosa. O G1 entrou em contato com a assessoria do deputado Marco Feliciano, que ainda não se manifestou. O Facebook disse que não foi notificado.

Ações
Na ação de Beleboni contra Malta, o juiz Marcos Roberto de Souza Bernicchi indeferiu o pedido antecipação da decisão. "Claramente o objetivo da pessoa que se dispõe a se postar em uma cruz em uma manifestação popular é de chamar a atenção por meio [de] atitude controversa e chocante. E o objetivo da artista foi alcançado, já que o choque gerou a controvérsia. Não poderia a autora esperar reação outra que não fosse a intolerância de quem assumiu o risco de ofender", disse o juiz, no despacho.

"As manifestações do réu, que constam da petição inicial, não foram exacerbadas contra a autora, já que não atingiram sua pessoa e sim o ato por ela praticado. O conteúdo das críticas manifestadas pelo réu tem cunho político e social, que são inerentes ao cargos que exerce, e, repita-se, em nenhum momento voltou-se contra a pessoa da autora. Indefiro, pois, a tutela requerida", afirmou.

Manifestação
Beleboni, de 26 anos, é transexual, espírita e chocou parte dos participantes da 19ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).  Ela se prendeu à cruz, encenando o sofrimento de Jesus, para “representar a agressão e a dor que a comunidade LGBT tem passado”. "Nunca tive a intenção de atacar a igreja. A ideia era, mesmo, protestar contra a homofobia", explicou.

Uma imagem da cruz foi capturada pelo fotógrafo João Castellano, da agência Reuters. A atriz disse que recebeu milhares de ameaças desde a publicação da foto. “Teve gente dizendo que ano que vem vão colocar fogo na parada”, contou.

Dias após a Parada Gay,  deputados evangélicos e católicos fizeram uma manifestação no plenário da Câmara contra a parada gay, a "marcha das vadias" e a "marcha da maconha". Com cartazes que traziam fotos do desfile, eles subiram à tribuna e pediram que atos públicos que "ferem a família" e a liberdade religiosa sejam transformados em "crime hediondo". Eles criticaram, sobretudo, o fato de Beleboni ter se prendido na cruz, durante a parada gay, para representar o sofrimento dos homossexuais no Brasil

Manifestação contra a homofobia na 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista, neste domingo (7) (Foto: Reuters/Joao Castellano)Manifestação contra a homofobia na 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista, neste domingo (7) (Foto: Reuters/Joao Castellano)
Viviany explica que, nos últimos tempos, duas conhecidas foram agredidas. Uma delas teria sido morta com quatro tiros em Porto Alegre. “Eu vejo a Parada como um protesto, não como uma festa”, disse. “Usei as marcas de Jesus, que foi humilhado, agredido e morto. Justamente o que tem acontecido com muita gente no meio GLS, mas com isso ninguém se choca.”
Em cima da cruz, uma placa foi colocada com o texto: “Basta de homofobia”. “As pessoas não sabem ler? Coloquei a placa justamente para ficar claro que era um protesto. E mais: tudo bem encenar a paixão de cristo, mas quando é um travesti não pode, não é?”.
O deputado federal Marco Feliciano publicou um texto no Facebook no dia seguinte da Parada falando sobre a manifestação de Viviany: “Imagens que chocam, agridem e machucam. Isto pode? É liberdade de expressão, dizem eles. Debochar da fé na porta denuda igreja pode? Colocar Jesus num beijo gay pode? Enfiar um crucifixo no ânus pode? Despedaçar símbolos religiosos pode? Usar símbolos católicos como tapa sexo pode? Diizer que sou contra tudo isso NÃO PODE? Sou intolerante, né?”.

Deputado Federal Marco Feliciano critica Parada Gay nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)Deputado Federal Marco Feliciano critica Parada Gay nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)
Retrato de Viviany Beleboni, que desfilou crucificada na Parada Gay no último domingo (7) em São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)Retrato de Viviany Beleboni, que desfilou crucificada na Parada Gay no último domingo (7) em São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)

Após manobra, Câmara aprova proposta para reduzir maioridade

Apenas 24 horas após o plenário rejeitar a redução da maioridade para crimes graves, a Câmarados Deputados colocou novamente o tema em votação e aprovou na madrugada desta quinta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a idade penal para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. A manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), revoltou deputados contrários à mudança constitucional, gerando intensas discussões. Para virar lei, o texto ainda precisa ser apreciado mais uma vez na Casa e, depois, ser votado em outros dois turnos no Senado.
A votação da madrugada desta quinta se deu com 323 votos favoráveis, 155 contrários e 2 abstenções. Eram necessários ao menos 308 votos a favor para a matéria seguir tramitando.
De acordo com o presidente da Câmara, a votação em segundo turno deverá ocorrer após o recesso parlamentar de julho, já que é preciso cumprir prazo de cinco sessões antes da próxima votação.
Pelo texto, os jovens de 16 e 17 anos terão que cumprir a pena em estabelecimento penal separado dos menores de 16 e maiores de 18. Ao final da votação, deputados favoráveis à mudança constitucional seguraram cartazes na tribuna em defesa da proposta e comemoraram com gritos em plenário (veja vídeo acima).Proposta rejeitada um dia antes
A aprovação da PEC ocorre depois de a Casa derrubar, na madrugada da última quarta-feira (1º), texto semelhante, que estabelecia a redução da maioridade a casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça, crimes hediondos (como estupro), homicídio doloso, lesão corporal grave ou lesão corporal seguida de morte, tráfico de drogas e roubo qualificado.
Após a rejeição na noite anterior, Cunha afirmou que a Casa ainda teria que votar o texto principal, mas ressaltou que isso só ocorreria após o recesso parlamentar de julho. No entanto, após reunião com parlamentares favoráveis à redução da maioridade penal, ele decidiu retomar a análise do tema nesta quarta e apreciar um texto parecido com a proposta rejeitada.
Sem protestos
Jovens da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) não esperavam a retomada da votação e, por isso, não conseguiram fazer protestos como os mobilizados na noite anterior.

Cunha também não permitiu a entrada dos poucos estudantes que foram à Câmara para defender a derrubada da proposta, alegando que os manifestantes fizeram tumulto na noite anterior.

A decisão do presidente da Câmara de votar um texto semelhante ao derrotado de madrugada também gerou bate-boca e questionamentos por parte de deputados contrários ao texto, mas o peemedebista conseguiu prosseguir com a votação.
Como foi a votação
Durante a sessão, deputados do PT, do PSOLe do PCdoB defenderam a derrubada da PEC. O governo defende alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente e ampliar o tempo máximo de internação de 3 para 8 anos.

“Todos nós queremos resolver a questão da violência, da criminalidade, queremos evitar que crimes bárbaros terminem. Mas precisamos, de forma madura e responsável, encontrar qual a alternativa real para resolver o problema. E a alternativa real é alterarmos o Estatuto da Criança e do Adolescente. Os efeitos colaterais dessa redução da maioridade penal são maiores que os alegados benefícios”, disse o deputado Henrique Fontana (PT-RS).
O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), também discursou contra a proposta. “Não queremos jovem infrator na rua, mas queremos lugares decentes para que eles sejam punidos. Mas não dá para misturar os jovens com bandidos de alta periculosidade. O que está em jogo é o futuro dessas gerações. É um retrocesso se aprovarmos essas emendas”, afirmou.
Já parlamentares favoráveis à redução da maioridade penal argumentaram que a PEC não soluciona o problema da violência, mas reduz o sentimento de “impunidade”.
"Nós sabemos que a redução da maioridade penal não é a solução, mas ela vai pelo menos impor limites. Não podemos permitir que pessoas de bem, que pagam impostos, sejam vítimas desses marginais disfarçados de menores", discursou o líder do PSC, André Moura (SE).
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), um dos articuladores da votação nesta quarta, também defendeu a redução da maioridade penal. "O PMDB afirma a sua posição de maioria pela redução da maioridade penal, nos crimes especificados. Achamos que a proposta é equilibrada, ela é restrita", disse. “A sociedade não aceita mais a impunidade e não deseja mais sentir o medo, o pavor e o receio que vem sentindo no dia a dia Emenda apresentada na quarta
A proposta derrubada nesta quarta é produto de uma emenda aglutinativa – texto produzido a partir de trechos de propostas de emenda à Constituição apensadas ao texto que está na pauta do plenário.
Essa emenda foi elaborada pela manhã por deputados do PSDB, PHS, PSD e PSC e protocolada na Secretaria-Geral da Mesa. No plenário, deputados do PT, do PDT e do PCdoB alegaram que a elaboração de uma proposta com teor muito semelhante ao texto derrubado contraria o regimento. Argumentaram ainda que, para ser votada, a emenda teria que ter sido elaborada e apensada antes da votação ocorrida durante a madrugada.
Cunha rebateu os argumentos citando o artigo 191, inciso V, do regimento interno da Câmara. Conforme esse trecho, na hipótese de rejeição do substitutivo (texto apresentado pelo relator da proposta, como é o caso), “a proposição inicial será votada por último, depois das emendas que lhe tenham sido apresentadas”.

Segundo o peemedebista, como o texto original ainda não havia sido votado, é permitida a apresentação de novas emendas aglutinativas com base nas propostas apensadas a essa redação.Os parlamentares continuaram a protestar e Cunha chegou a bater boca com eles. “Quando o senhor é chamado de autoritário, o senhor se chateia”, protestou o deputado Glauber Braga (PSB-RJ). Cunha rebateu: “Ninguém vai vencer aqui no berro”.

“Não imagine que o senhor vai nos escravizar, porque não vai. Não imagine que todos os parlamentares vão abaixar a cabeça”, emendou Braga. O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) acusou Cunha de “aplicar um golpe”. A deputada Erika Kokay (PT-DF) chamou o presidente da Câmara de Luiz XIV, em referência ao rei francês absolutista, e disse que ele tentava sobrepor a sua vontade à dos parlamentares.
José Guimarães (PT-CE) fez um apelo para que a votação fosse suspensa e a Câmara discutisse como alternativa um projeto de lei que tramita no Senado ampliando de 3 para 10 anos o período máximo de internação de jovens infratores.
Segundo ele, “uma discussão tão importante como essa” não poderia ser tratada “com tamanho radicalismo”. Guimarães argumentou ainda que a aprovação da emenda poderia trazer “sequelas”.
“Reverter [a posição] de ontem para hoje é o melhor caminho? Claro que não, porque pode deixar sequelas”, disse sobre o impacto da redução. No entanto, Cunha não cedeu e continuou a sessão. Os parlamentares contrários à redução da maioridade tentaram, então, obstruir a sessão, utilizando-se de manobras previstas no regimento para postergar ao máximo a votação. 

Tiroteio no Pedro Jerônimo deixa cinco baleados

O mês de julho começa violento em Itabuna. Cinco pessoas foram baleadas e socorridas no Hospital de Base, após tiroteio no bairro Pedro Jerônimo, ontem (1º). As vítimas foram identificadas como Márdson Rodrigues Silva, 31 anos, (filho do radialista Jajau da rádio Difusora), baleado na perna e no pé; William Carvalho dos Santos, 22 anos, atingido no pé, Lenildo Maia Santos, 21 anos,  alvejado nas pernas, inclusive com fratura, Raimundo Silva, 27 anos, no tórax e Danilo Ribeiro dos Santos, 27 anos, atingido no rosto (o caso mais grave). Segundo informações locais, os rapazes estavam conversando em frente a uma residência na rua da Olaria, quando dois elementos vestidos de preto, chegaram ao local atirando. Eles estavam em uma moto. As marcas de balas podem ser vistas em várias casas da rua. As primeiras informações dão conta que o tiroteio foi em represália a morte de Big, encontrado morto na noite de terça (30) dentro de seu próprio veículo na BR-101. Cápsulas de revólver calibre 380 foram encontradas no local. Até uma mini metralhadora, deve ter sido utilizada. A polícia está investigando o caso.Rede Brasil de Noticias

Paraibano que pesa quase 500 quilos consegue tratamento em hospital

Segundo a mãe, a dona de casa Cacilda Patrocínio dos Santos, o filho pesa, atualmente, 475 quilos. Por conta do peso, o homem não consegue mais andar, e só consegue dormir sentado, encostado na parede de sua casa, localizada em um conjunto habitacional do bairro Monte Castelo, em Patos. - Ele passa o dia todo sentado no meio da casa. A vida dele consiste em jogar videogame e assistir à televisão. 

À noite, ele se arrasta até a parede para dormir. É muito difícil para mim, minha vida é muito sofrida. Sofro de pressão alta, e a situação do Carlinhos só piora o meu quadro - desabafa Cacilda, de 52 anos.O maior desafio para a família é conseguir tratar a obesidade do filho. Cacilda conta que, mesmo com um cronograma de refeições, o filho come além da conta. Ele chegou a ser internado em um hospital de João Pessoa, aos 23 anos, com o objetivo de perder peso para conseguir realizar a cirurgia bariátrica. 

Porém, segundo ela, o filho não reagiu bem à internação, pois “não conseguia ficar parado” e “não aceitava os medicamentos”. Ao longo deste ano, Carlos já foi internado diversas vezes no Hospital Regional de Patos. No início de maio, segundo a mãe, o filho apresentou problemas respiratórios e teve que ficar quase 30 dias internado. Em junho, voltou ao hospital com suspeita de infarto. Porém, dessa vez, Cacilda diz que a diretora da unidade só o deixou ficar em observação por um dia.

Rivaldo detona seleção: "Dá pena, vai passar muito tempo sem ganhar nada

O ex-jogador Rivaldo criticou a convocação de jogadores que disputam campeonatos de menor expressão. Em suas redes sociais, o pentacampeão disse que "qualquer um defende a seleção", salientando que antes apenas os jogadores das principais ligas vestiam a camisa canarinho. 

"Hoje em dia qualquer jogador pode ser convocado para a seleção brasileira. Eu lembro que em 2006 não fui para Copa do Mundo porque jogava na Grécia, sendo que tinha sido eleito 2 vezes o melhor jogador do campeonato, que era e é muito mais importante do que os países que muitos jogadores da atualidade jogam. Se continuar assim, a nossa seleção vai passar mais de 30 anos para ser campeão. Por favor vamos convocar os melhores, senão vamos passar vergonha novamente", escreveu Rivaldo nas redes sociais. "Eu gosto de ficar no silêncio mas não aguentei, a coisa está feia", finalizou. Ao GloboEsporte, o atleta ainda criticou os dirigentes da CBF. "Tudo que o Romário fala, eu assino embaixo. Pessoas que não sabem nada de futebol participam de CBF, da Fifa. Tem hora que é triste. Queria que a Seleção fizesse bonito como no passado, mas hoje dá pena".  

O Brasil foi eliminado nas quartas de final da Copa América, após perder nos pênaltis para o Paraguai. Na lista de jogadores do time de Dunga, estavam um que está na China (Diego Tardelli), o meia Everton Ribeiro, do Al Ahli, nos Emirados Árabes, e dois do Shaktar Donetsk, Fred e Douglas Costa - esse último agora atleta do Bayern de Munique. Ao todo, foram chamados 5 atletas que atuavam em clubes brasileiros, quatro de times da França, quatro de times da Inglaterra, dois da Espanha, dois de Portugal, um de clube italiano, e um que de clube alemão.

PF apreende 36 kg de cocaína com hóspedes de hotel em Salvador

 
Três homens que estavam hospedados em um hotel no bairro de Ondina, em Salvador, foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (1°). Segundo os agentes da PF, o trio escondia 36 kg de cocaína em um automóvel Corolla com placa de São Paulo. O carro estava estacionado na garagem do hotel.
 
Ainda de acordo com a polícia, a quadrilha vinha sendo investigada há um mês. Os suspeitos são dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Eles traziam a droga da cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Os acusados estão à disposição da Justiça, na Cadeia Pública de Salvador.
 
Fonte: Acorda Cidade

Senado aprova aposentadoria compulsória aos 75 para servidores


Senado aprovou nesta quarta-feira (1º), por 59 votos a 5, o projeto que eleva de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória dos servidores públicos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Na prática, a proposta estende a chamada PEC da Bengala, sobre a aposentadoria compulsória para magistrados de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União, para todos os servidores públicos. Com a aprovação, o texto segue para votação na Câmara dos Deputados.

O projeto aprovada no Senado inclui todos os membros dos Tribunais e Conselhos de Contas e os membros das Defensorias Públicas. A extensão da aposentadoria compulsória para 75 anos também alcança membros do Poder Judiciário e do Ministério Público.De acordo com o autor do projeto, senador José Serra (PSDB-SP), a economia gerada com a aprovação do texto "seria entre R$ 800 milhões e R$ 1,4 bilhão ao ano, ao longo dos próximos 55 anos" apenas no âmbito da União. "Essa estimativa, repetimos, não considera estados, Distrito Federal e municípios [...] de modo que esperamos resultados ainda mais benéficos para os cofres públicos", justifica o tucano no texto.

Segundo o Ministério do Planejamento, apenas em 2014, 802 servidores públicos se aposentaram compulsoriamente aos 70 anos de idade, 5,1% do total de aposentadorias no ano passado.

Durante a discussão do texto, os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e José Pimentel (PT-CE) questionaram a constitucionalidade da matéria já que, segundo eles, a iniciativa de projetos de leis que tratem da organização do Poder Judiciário ou que tratem da organização do Ministério Público é de iniciativa exclusiva dos chefes desses poderes, respectivamente o presidente do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República.

"Portanto nós padecemos de vício de origem quando adentramos na organização privativa do Poder Judiciário e na organização privativa do Ministério Público Federal", alegou Randolfe.

A tese levantada pelos senadores foi derrubada pelo plenário, que decidiu continuar com a votação. O senador Humberto Costa (PE), líder do PT, partido de Pimentel, no Senado, inclusive, orientou a bancada a votar favoravelmente ao texto.Globo.Com

Sem recesso, deputados terão dois projetos para votar na próxima semana

Com o pedido de obstrução por parte da oposição, na noite desta quarta-feira (1), o recesso dos deputados estaduais será adiado. A votação do primeiro turno da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2016 ficou para a próxima semana, após os parlamentares oposicionistas pedirem vistas à matéria, em uma sessão conturbada. Há possibilidades, mais uma vez, de que o projeto não seja aprovado na próxima terça-feira (7), sendo mais uma vez postergado.
Na próxima semana, além da LDO, os parlamentares vão apreciar o projeto de lei complementar que dispõe sobre a utilização de parcela de depósitos judiciais e extrajudiciais para pagamentos de precatórios e de requisições judiciais de pequeno valor e para capitalização do Fundo Financeiro da Previdência Social dos servidores públicos do estado, o Funprev. Dentre as mudanças está a administração do fundo que passará para o Poder Judiciário.
A LDO ainda passará por um segundo turno, já que governo e oposição não chegaram ao acordo. Das quatro emendas propostas pela oposição, apenas uma foi acatada, considerada a de menor impacto para o governo. Refere-se ao balanço financeiro das empresas em que o Estado detenha, direta ou indiretamente e que recebam recursos do Tesouro Estadual. A oposição solicitou que o balanço fosse divulgado mensalmente, mas o governo sugeriu a trimestralmente.
Insatisfeitos, os opositores prometem obstruírem a sessão da próxima semana. Enquanto isso, nada de recesso na Assembleia Legislativa da Bahia, já que as férias parlamentares só podem ser concedidas após a aprovação da LDO.Bocão News

Vinte e quatro deputados que tinham votado contra a redução da maioridade penal mudaram de opinião

Na segunda votação da proposta de emenda constitucional (PEC) da redução da maioridade penal, na madrugada desta quinta-feira, 24 deputados que tinham votado contra a medida no dia anterior mudaram de opinião. Os votos deles foram decisivos para aprovar a PEC, que tinha sido rejeitada um dia antes, quando faltaram apenas cinco votos para alcançar os 308 necessários. Outros três deputados fizeram o caminho inverso: tinham apoiado a PEC no primeiro dia, mas depois votaram não ou se abstiveram. A abstenção, na prática, é como votar contra, uma vez que significa um apoio a menos.
O PSB foi o partido em que mais deputados inicialmente contrários à proposta passaram a apoiá-la. Fizeram isso, Heráclito Fortes (PSB-PI), Paulo Foletto (ES), Tereza Cristina (MS) e Valadares Filho (SE).
No PMDB, partido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que atuou fortemente para reverter o resultado da primeira votação, quatro mudaram de posição, sendo que três para apoiar, e um para votar contra. No primeiro caso, se enquadram Celso Maldaner (SC), Dulce Miranda (TO) e Lindomar Garçon (RO). No segundo caso, estava Marcelo Castro (PI), que já se desentendeu com Cunha por divergências na votação da reforma política. Ele tinha apoiado a PEC e agora se absteve.
No PDT, mais três votos contrários foram revertidos: Abel Mesquita Jr (RR), Marcelo Matos (RJ) e Subtenente Gonzaga (MG). O PSDB, principal partido de oposição, tinha votado majoritariamente a favor da PEC, mas ainda assim teve cinco dissidentes. Deles, dois mudaram de posição e passaram a apoiar a redução: João Paulo Papa (SP) e Mara Gabrilli (SP).Há ainda dois do PROS, dois do PV, e dois do Solidariedade. DEM, PHS, PP, PPS, PSC e PTB tiveram um cada.
Além de Marcelo Castro, fizeram o caminho inverso Arnon Bezerra (PTB-CE) e Penna (PV-SP). Em sua conta no Facebook, Penna explicou que tinha votado a favor da PEC por engano, e que estava corrigindo o erro na segunda votação.

Heráclito Fortes, que passou a apoiar a PEC, anunciou a mudança de voto no plenário, sendo bastante aplaudido pelos favoráveis à proposta.
- Ontem eu questionava o texto. Me abstive na esperança do aperfeiçoamento para hoje, que ocorreu - justificou Heráclito.
Além dos deputados que mudaram de voto, o resultado foi influenciado pelos faltosos. Sete deputados que apoiaram a PEC na primeira votação faltaram na segunda, o que na prática significa um apoio a menos. Outros seis que tinham faltado no dia anterior apareceram e votaram sim.
Deputados que votaram não ou se abstiveram na primeira votação e que votaram sim na segunda
- Abel Mesquita Jr. (PDT-RR)
- Celso Maldaner (PMDB-SC)
- Dr. Jorge Silva (PROS-ES)
- Dr. Sinval Malheiros (PV-SP)
- Dulce Miranda (PMDB-TO)
- Eros Biondini (PTB-MG)
- Evair de Melo (PV-ES)
- Expedito Netto (SD-RO)
- Heráclito Fortes (PSB-PI)
- JHC (SD-AL)
- João Paulo Papa (PSDB-SP)
- Kaio Maniçoba (PHS-PE)
- Lindomar Garçon (PMDB-RO)
- Mandetta (DEM-MS)
- Mara Gabrilli (PSDB-SP)
- Marcelo Matos (PDT-RJ)
- Marcos Abrão (PPS-GO)
- Marcos Reategui (PSC-AP)
- Paulo Foletto (PSB-ES)
- Rafael Motta (PROS-RN)
- Subtenente Gonzaga (PDT-MG)
- Tereza Cristina (PSB-MS)
- Valadares Filho (PSB-SE)
- Waldir Maranhão (PP-MA)
Deputados que votaram sim na primeira votação e que votaram não ou se abstiveram na segunda
- Arnon Bezerra (PTB-CE)
- Marcelo Castro (PMDB-PI)
- Penna (PV-SP)
Deputados que votaram sim na primeira votação e faltaram à segunda
- Francisco Chapadinha (PSD-PA)
- Francisco Floriano (PR-RJ)
- Genecias Noronha (SD-CE)
- Laercio Oliveira (SD-SE)
- João Carlos Bacelar (PR-BA)
- Mauro Lopes (PMDB-MG)
- Wellington Roberto (PR-PB)
Deputados que faltaram à primeira votação e votaram sim na segunda
- Cabuçu Borges (PMDB-AP)
- Iracema Portella (PP-PI)
- Irmão Lazaro (PSC-BA)
- Rogério Marinho (PSDB-RN)
- Silas Brasileiro (PMDB- MG)
- Takayama (PSC-PR)

Acho lamentável, diz Dilma sobre reajuste do Judiciário


Presidente Dilma Rousseff diz que o reajuste é insustentável
A presidente Dilma Rousseff criticou nesta quarta-feira, 01, a decisão do Senado, em votação na noite desta terça-feira, 30, de aprovar reajuste salarial de até 78% entre 2015 e 2017 para os servidores do Poder Judiciário. “Achamos lamentável, porque é insustentável um País como o nosso, em qualquer circunstância, dar níveis de aumento tão elevados”, criticou a presidente, que está em viagem oficial aos Estados Unidos. Segundo ela, tal nível de reajuste “de fato, compromete o ajuste fiscal”.A presidente, entretanto, não disse se irá vetar o aumento salarial ao Judiciário. “Não discuto veto antes da hora”, afirmou a presidente.Em seguida, porém, Dilma fez elogios ao Congresso e agradeceu que parte expressiva do ajuste fiscal já foi aprovada. “Não chamaria de desafio, porque faz parte da democracia”, disse a presidente. A presidente lembrou que ontem, ao mesmo tempo que o Senado aprovou o reajuste para o Judiciário (assunto negativo para o governo), a Câmara rejeitou a proposta de reduzir de 18 ara 16 anos a maioridade penal para alguns tipos de crimes (seguindo posição defendida pelo Planalto). “O Congresso, como democracia, é assim. Tem dia que você ganha. Tem dia que você perde”, argumentou a presidente.
Estadão Conteúdo

Dilma evita responder às críticas feitas pelo ex-presidente Lula


Em entrevista após visitar o complexo da Google, a presidente Dilma Rousseff não quis responder às críticas feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início da semana de que seu governo enfrenta uma crise “preocupante” e “dramática”. “Meu querido presidente Lula tem todo direito de fazer críticas que ele quiser, especialmente a mim”, afirmou Dilma, acrescentando que “não responde” às afirmações dele. Perguntada sobre as alfinetadas dele, insistiu: “não respondo às críticas não”.As declarações de Dilma foram dadas depois de ela andar em um carro autônomo, que pode se locomover sem motorista, durante 20 minutos, pelo complexo da empresa norte-americana, tomando conhecimento do funcionamento do “carro do futuro”. Dilma disse que foi “uma experiência fantástica” e brincou: “acabei de voltar do futuro”. Apesar de ser um carro autônomo, havia um motorista nele e a presidente andou no banco de trás, fazendo questão de mostrar que estava colocando o cinto de segurança. Na entrevista, ao ser lembrada da realidade atual, Dilma foi perguntada pelos últimos resultados das pesquisas CNI Ibope que apontam que sua popularidade está em 9%. “Não comento pesquisa. Nem quando sobe, nem quando desce”, limitou-se a dizer, repetindo a estratégia adotada durante o período de campanha.Perguntada sobre se voltava hoje à noite à dura realidade do Brasil, quando enfrentará problemas políticos e econômicos, a presidente ironizou: “Vai ser difícil porque são 11 horas de viagem, mas gosto muito do meu País e o clima faz parte da realidade brasileira”. Dilma disse ainda que “o clima político” só a faz “ficar mais atenta ainda” e se “dedicar ainda mais a resolver os problemas, que necessariamente existem em um governo”.
Estadão Conteúdo

Governo distribui 4,4 mil equipamentos para aumentar segurança nos presídios

O Ministério da Justiça anunciou hoje (1º) a aquisição de 4.419 equipamentos de inspeção eletrônica para estabelecimentos prisionais. As máquinas serão distribuídos a todos os estados. Foram adquiridos 121 esteiras de raio X, 564 detectores de metal em versão portal, 2.614 detectores de metal manuais e 1.120 detectores em versão banqueta.A banqueta substitui a revista íntima, com o revistado sentado em um banco que faz a detecção de objetos, eliminando a necessidade da revista na qual a pessoa tem que tirar toda a roupa. A banqueta de raio X detecta objetos metálicos, como explosivos, aparelhos ou chips de celular, armas brancas e de fogo.“São equipamentos de alta tecnologia, que visam a dar mais segurança aos presídios, sem permitir que celulares e armas entrem, evitando o constrangimento daqueles que vão visitar os internos e as situações vexatórias para as pessoas”, explicou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Agência Brasil