quarta-feira, 15 de julho de 2015

Na Presidência, Collor viu obra da Dinda ser investigada


Senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL)
No tempo em que os brasileiros produziam e dirigiam “carroças”, um presidente da República ia para a berlinda por causa de um Fiat Elba de cerca de R$ 45 mil em preço atualizado e um controverso jardim estimado em US$ 2,95 milhões, que valem quase o dobro na correção da moeda americana. Passados 23 anos, as cifras milionárias não estão mais no paisagismo da Casa da Dinda mas na frota de R$ 5,8 milhões ligada ao agora senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), um dos investigados nos inquéritos da Operação Lava Jato abertos no Supremo Tribunal Federal. Na Operação Politéia, a Polícia Federal apreendeu na terça-feira 14, na Casa da Dinda, em Brasília, três exemplares das marcas Porsche e Ferrari, além de um modelo quase exclusivo da Lamborghini. Três importados que mostram o quanto evoluiu o gosto e os gastos de Collor com carros desde o Fiat Elba 1991 nacional. Quando era presidente, em uma viagem à Europa, Collor disse que os carros brasileiros, comparados aos europeus, pareciam “carroças”. A compra do Elba, uma perua feita para a classe média brasileira foi atribuída a PC Farias pela CPI que investigou a influência do ex-tesoureiro de campanha no governo. O escândalo também ligava o empresário às obras do jardim da Casa da Dinda, um símbolo da política nos anos 90, e culminou no impeachment e na cassação do então presidente da República – em 2002, Collor foi absolvido pelo Supremo.

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