sexta-feira, 17 de julho de 2015

Isidório pode deixar PSC e ir para o PP para disputar eleições em 2016

O pré-candidato à prefeitura de Salvador nas eleições de 2016, deputado estadual Pastor Isidório, deve mudar de partido. A decisão sairá no próximo sábado (18), quando ocorre uma convenção do partido para decidir as candidaturas. O presidente da legenda, Eliel Santana, afirmou ao Bocão News, que a candidatura de Isidório não foi acordada com a direção da legenda. Segundo o parlamentar, o PSC passa por mudanças inconsistentes.

“O PSC é um partido cristão, mas está com problemas espirituais. Antes era da base do governador Jaques Wagner, apoiando Rui Costa. Fui buscado em casa para mudar de partido. Eu não queria, mas me convenceram. Depois resolveram apoiar Paulo Souto, pois disseram que iria vencer. Então, quem não pode ser punido sou eu. É uma situação constrangedora e até esdrúxula”, disse o pastor em entrevista à reportagem do Bocão News.
Segundo o parlamentar, sua vontade é ir para o PP, do vice-governador João Leão, mas há possibilidades de ingressar no PTN ou PR. “Estou conversando com João Leão (PP), com João Carlos Bacelar (PTN) e tem o PR, o PL de Marcelo Nilo. Mas o PP é que mais me agrada, preciso de um partido que tenha deputado federal e o vice-governador é meu amigo pessoal, gosta do nosso trabalho na Fundação. Preciso fazer debate na TV, a tela ajuda muito. Porque a imagem que as pessoas constrói é uma, mas na TV é outra”.
ACM Neto, Walter Pinheiro, propostas para Salvador, foram outros temas da conversa. Leia na íntegra:bocaonews.com.br
BNews – Essa pré-candidatura já foi conversada com o seu partido? O presidente do PSC, Eliel Santana, disse que não.
PI – O partido é cristão, mas estamos tendo problemas espirituais dentro dele. Porque, eu quando entrei no PSC o partido estava na base do governo Jaques Wagner para apoiar Rui Costa e Dilma Rousseff. Por isso que saí do outro por conta desse trabalho que faço, com ajuda desse governo atual, e por conta do alinhamento que tenho com o projeto político. Aí depois, eles preferiram mudar, porque disseram que tinha uma pesquisa, que Paulo Souto iria ganhar, e todo mundo ‘vamos para lá’. Eu disse que tinha lado, que não iria. Não posso condenar o partido por ter ido porque cada um tem sua discussão. Agora o que posso é ser punido, como estou sendo. Estou num partido que é da base do prefeito da capital e sou da base do governo, mas não posso participar de nada, não tenho direito a falar. Estou numa situação constrangedora e esdrúxula. Respeito a direção do partido, mas a direção sabe que sempre tive esse sonho. A Bíblia diz que “andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”
BNews- Há informações de que o PT quer pulverizar candidaturas para enfraquecer ACM Neto e sua candidatura seria para isso. O senhor acredita?
PI – Ninguém tira voto de ninguém. Eu tive essa votação, mas amanhã posso não ter. voto é do povo, não é desse ou daquele candidato. PT não me comanda. Fui do PT, mas saí, não por problemas de dignidade do partido na época, mas por pessoas que eu não concordava. Sou um homem de esquerda, mas não sou filiado ao PT. Sei que o PT criou a visão de igualdade para todos, inclusão social. Esse PT do passado, sou apaixonado até hoje, mas infelizmente se poluiu.
BNews – Esse constrangimento que o senhor está passando no PSC já é um indicativo de saída da sigla?
PI – Não posso forçar que a direção do partido me dê [candidatura]. Mas se o Judiciário julgar que não tem jeito, mesmo eu tendo feito o coeficiente eleitoral sozinho, sem publicidade, sem tempo de televisão do partido, mas se mesmo assim não tiver direito, acho que o partido não tem porque me massacrar. Muitos se questionam porque as pessoas votaram em um doido. Mas será que elas me acham doido mesmo ou porque perceberam que nem tudo que reluz é ouro, ou que nem todo mundo que é chamado de doido é doido.
BNews – O partido se reúne no sábado para tratar da sua candidatura. Se o PSC não aceitar o senhor vai se viabilizar em qual partido?
PI – Vou tentar me viabilizar sem problemas, sem que eles me peçam o mandato, porque não é justo. Foi o povo que me deu, não foram eles [direção do partido] quem me deram. Eu não usei nenhuma estrutura do partido. Espero que eu não precise ir para o Judiciário. Tem muita coisa da reforma política ainda para se tratar. É bom que fique claro que amo o presidente do partido, não tenho nada contra o projeto dele, agora tenho o meu direito. Ou ele me dá o partido para eu disputar ou ele terá que ver de outra forma.

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