Deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB)
O deputado federal baiano e presidente da CPI da Petrobras na Câmara Federal, Antonio Imbassahy (PSDB), não poupa críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à rádio Sociedade AM ontem, o parlamentar classificou o governo da petista como “sem rumo”. “O próprio ajuste fiscal, a presidente, assim que foi reeleita, convidou quem para ser ministro da Fazenda? Um diretor de banco para tomar conta das finanças públicas. Isso era impensável, ela dizia que Aécio poderia fazer uma política de arrocho se vencesse a eleição, e quem está fazendo política de arrocho é ela. É uma política que não está dando certo. Está se fazendo um esforço enorme, a taxa de inflação continua alta, ao desemprego subindo”, descreveu o deputado federal.Imbassahy diz também que há espaço para impeachment da presidente Dilma. Atualmente, a oposição no Congresso Nacional tem buscado elementos que possam embasar um eventual pedido de impeachment da chefe do Executivo nacional. Um dos pontos considerados fortes são as chamadas “pedaladas fiscais” praticadas pela presidente no ano passado. O ato consistia em atrasar o repasse de financiamentos de obras aos bancos públicos, como o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, fazendo com que as organizações financeiras pagassem pelo governo. As eventuais irregularidades estão serão avaliadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e se as contas de 2014 forem rejeitadas e o Congresso seguir o parecer, estará criado o elemento que a oposição procura para oficializar o pedido de cassação. “Quem construiu essa situação toda foi a própria presidente Dilma”, diz o deputado tucano. O parlamentar disse considerar, no entanto, precipitada a articulação no PMDB para antecipar uma saída da presidente Dilma do poder e o vice-presidente Michel Temer assumir o posto. “Temos que aguardar de maneira serena a posição do TCU e a posição do TCE que estão deixando a presidente Dilma e alguns petistas apavorados. Pois sabem que existe lá dentro dos autos dos processos provas, indícios. Então, essa coisa está andando. Não é dizer que está tudo parado não, está andando. [...] Eu acho que dificilmente [Dilma] escapa, porque o TCU tem provas bem consistentes, muitas irregularidades graves que foram encontradas”, ressaltou. Imbassahy também reforçou a situação que se agrava do governo com o avanço da Operação Lava Jato, que já ouviu cinco delatores.
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