quarta-feira, 13 de maio de 2015

Servidores do Itamaraty decidem manter greve


Servidores deflagraram greve na última
Os servidores do Itamaraty decidiram, em assembleia, manter a greve deflagrada ontem pelo menos até a próxima quinta-feira, quando uma reunião no Ministério do Planejamento deverá tratar da regularização do auxílio-moradia e outras questões da pauta dos grevistas. Até o início da tarde de ontem, pelo menos 70 postos no exterior haveriam aderido ao movimento, pelo menos parcialmente. No Itamaraty, em Brasília, a participação foi basicamente de oficiais e assistentes de chancelaria. De acordo com o SindItamaraty, entre os postos que paralisaram os trabalhos, mesmo que parcialmente, estão os consulados de Boston, Chicago, Atlanta e Nova York, nos Estados Unidos, além da área consular da embaixada em Washington e a Missão junto às Nações Unidas. Também os consulados de Barcelona, Genebra e Ciudad del Este, e as embaixadas em Havana, Quito, Roma, Argel, Assunção, Londres e Buenos Aires, entre outras. Em Bruxelas, pararam tanto a embaixada quanto a área consular e a missão junto à União Europeia. Os servidores fizeram, ainda, uma manifestação em frente à sede do ministério no início da tarde, depois da assembleia que definiu pela continuidade do movimento. Entre os participantes, no entanto, nenhum era diplomata. A decisão pela greve foi tomada na semana passada por pouco mais de 300 funcionários que responderam a uma consulta online feita pelo sindicato – 141 optaram pela greve e m 44 se abstiveram. Na tarde de ontem, a assembleia teve a presença de apenas dois diplomatas. Apesar de serem parte do mesmo sindicato, a carreira mais alta do Itamaraty raramente se envolve nas decisões sindicais, apesar de ser diretamente afetada pelo atraso no auxílio-moradia. Ainda assim, dessa vez, em vários postos os diplomatas – especialmente os terceiros secretários, mais jovens, decidiram participar. É o caso, por exemplo, de Quito, Nairóbi e Londres. A baixa resposta está sendo usada pela administração para tentar demonstrar que a maior parte dos servidores não acha “adequada” a paralisação nesse momento e, em carta, avisou o sindicato que serão descontados os dias de trabalho daqueles que aderirem à greve.

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