O PSOL, partido que conta com cinco deputados federais e um senador, divulgou nesta terça-feira, 10, um documento intitulado “Carta de Brasília”, no qual defende “propostas emergenciais para enfrentar pela esquerda a profunda crise que o País atravessa”. Num ato na Câmara dos Deputados com a presença de Luciana Genro, candidata do partido à Presidência da República, foi apresentada a carta que defende 14 propostas para que o País enfrente as “dimensões política, econômica, social e ambiental da crise” pela qual o Brasil passa. Entre elas, está a revogação das duas medidas provisórias que endureceram o acesso a benefícios trabalhistas como o seguro-desemprego e o abono salarial. “Quaisquer abusos ou ilegalidades no usufruto desses direitos devem ser tratados como exceção e não como regra”, argumenta o texto redigido pela Executiva nacional do PSOL e pelos parlamentares da sigla. O PSOL prega ainda a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a revogação dos aumentos do transporte público. A punição de todos os envolvidos na Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras, também entra na lista de medidas defendidas pelo PSOL, assim como a proibição das empresas envolvidas de participarem em certames públicos. Os membros do PSOL também advogam pela “estatização completa” do sistema de abastecimento de água e de energia elétrica e o “fim da política de superávit primário.” Na abertura da “Carta de Brasília”, o PSOL acusa o governo da presidente Dilma Rousseff e o PT de “se renderem totalmente aos interesses do mercado e suas imposições de ‘austeridade’”. A legenda também diz que o governo “atacou direitos sociais e previdenciários ainda no final de ano passado, cortou bilhões de reais do Orçamento dos ministérios e aumentou tarifas de energia e combustíveis, além da elevação dos preços dos alimentos, que a população mais pobre sente em seu bolso.”
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