A intenção do vereador Marcell Moraes (PV) de criar um projeto de lei que proíbe o sacrifício de animais pelo Candomblé causou indignação na Câmara de Vereadores. Em pronunciamento na Casa nessa segunda-feira (29), o edil chamou a prática de "arcaica e medieval" e ofendeu os adeptos de religiões de matriz africana.
Os vereadores Hilton Coelho (Psol) e Silvio Humberto (PSB) se pronunciaram na tribuna da Câmara contra as declarações do colega. O vereador Silvio Humberto (PC do B) leva nessa terça-feira (30), o caso à Comissão de Reparação da Casa.
"Vamos nos mostrar contra essa tentativa de criminalizar as religiões de matriz africana. Essa é uma atitude que só mostra a ignorância e o desinteresse do vereador de conhecer a religião.Ele considerou que essas práticas são arcaicas e medievais. Mas na Idade Média, a intolerância religiosa levou a escravização de mais de um milhão de africanos" - rebate. Silvio Humberto começa a articular as lideranças do movimento negro para se posicionar contra as declarações do vereador.
O titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepromi), Elias Sampaio, vai denunciar a intenção de Marcell Moraes à rede de combate ao racismo do Estado, composta por órgãos como o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para tomar as providências cabíveis. "Acho que esse projeto é uma das coisas mais absurdas que um vereador enquanto representante do povo pode propor. Primeiro ele deveria observar as leis da Constituição Brasileira que instituem a liberdade religiosa". (Metrô1).

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