O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) realiza, nesta quarta-feira (17), uma série de mobilizações em todo o país para lembrar os 19 mortos no massacre de Eldorado dos Carajás (PA), ocorrido há exatos 17 anos. São prometidos 1.800 bloqueios em rodovias e estradas vicinais de 1.800 municípios -todos por 19 minutos, com cada minuto lembrando uma das vítimas do massacre.
As manifestações fazem parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, também conhecido como "Abril Vermelho". Foram promovidos atos em vários Estados, com protestos e ocupações de terra e prédios públicos.
Este ano, a jornada do MST também cobra a presidenta Dilma Rousseff a lançar um plano emergencial para o assentamento das 150 mil famílias no País. Segundo o movimento, o atual governo é o que menos assentou trabalhadores desde governo Fernando Collor.
Em Brasília, uma marcha em direção ao STF (Supremo Tribunal Federal) deixou o trânsito congestionado no eixo monumental, nesta manhã, e causou irritação de motoristas. Na capital federal, o protesto é para cobrar celeridade no julgamento de causas fundiárias.
Segundo o MST, há 523 processos judiciais envolvendo a reforma agrária no Brasil, dos quais 234 estão parados na Justiça Federal.
Em Belo Horizonte, os sem terra fecharam o anel rodoviário, no início da manhã, e causaram um grande congestionamento no bairro Betânia, região oeste da capital mineira.
Além de lembrar o massacre de Eldorado, o movimento cobra também a condenação dos fazendeiro Adriano Chafik, acusado de ser mandante do Massacre de Felisburgo, ocorrido no Vale do Jequitinhonha, em novembro de 2004, quando cinco sem terra foram mortos e 20 ficaram feridos. O julgamento está marcado para 15 de maio.


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