As denúncias de agressões homofóbicas estão aumentando na França, segundo associações de direitos humanos, em razão dos protestos contra o projeto de lei que garante aos homossexuais o direito de se casar e adotar crianças - que deve ser aprovado definitivamente pelo Parlamento nesta terça-feira.
O projeto de lei do 'casamento para todos', como é chamado o texto, já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e será examinado em uma última leitura pelos deputados nesta terça.
Em razão de agressões recentes contra homossexuais, a secretaria de Segurança Pública de Paris anunciou na segunda-feira o reforço policial em bairros da capital que concentram bares gays.
Segundo a SOS Homofobia, entre janeiro e março deste ano, o número de telefonemas de homossexuais que relatam ser vítimas de insultos ou agressões triplicou em relação ao mesmo período do ano passado na França.
A associação recebeu 1,2 mil ligações apenas nos três primeiros meses deste ano, quase o número total ocorrido em 2011, de 1,5 mil queixas registradas pela associação.
'Isso é consequência do clima atual, decorrente das discussões sobre o casamento gay, que encoraja as vítimas a denunciarem as agressões', afirma Elisabeth Ronzier, presidente de SOS Homofobia.
'Discurso homofóbico'
Nos últimos dias, várias agressões homofóbicas tiveram grande destaque na imprensa francesa.
Dois bares gays, um em Lille, no norte da França, e outro em Bordeaux, no sudoeste, foram atacados por grupos suspeitos de ligação com a extrema direita. Eles destruíram móveis e vitrines dos locais e agrediram clientes e funcionários.
Um casal homossexual foi agredido na madrugada do último sábado ao sair de uma discoteca em Nice, no sul do país.
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