terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sargento da Aeronáutica perguntou à vítima de estupro se poderia repetir sexo outras vezes

Suspeito

O segundo sargento da Aeronáutica Edvaldo Silva Rodrigues Junior, preso por estupro na última sexta-feira (7) e que confessou ter violentado pelo menos dez mulheres, perguntou para uma de suas vítimas se a violência sexual poderia se repetir outras vezes. A vítima, uma mulher de 22 anos estuprada em Ramos, na zona norte do Rio, ainda ouviu do militar que o abuso deveria ser mantido em sigilo.
Ela contou em depoimento na Delegacia do Engenho Novo (25ª DP) que seguia para casa, na rua Araguari quando foi abordada por Edvaldo, em sua moto preta. Como de costume, ele fingiu estar armado e mandou que a vítima subisse na moto, seguindo então para a rua Amanaru. Ainda no caminho, a mulher foi obrigada a acariciar o órgão sexual do estuprador.
No fim da rua, local de pouca movimentação, o militar parou ao lado de um carro e obrigou a vítima a fazer sexo oral nele.  Depois, ele fez a mulher se apoiar sobre o capô do veículo, levantou a saia dela e a penetrou. Ele também beijou a boca da vítima.
Ela contou que durante a violência sexual, Edvaldo ficou de capacete e óculos escuros. Assim que terminou, no entanto, ele tirou o capacete e ela pôde ver o seu rosto, o que possibilitou o reconhecimento da delegacia.
Na 25ª DP, ela prestou depoimento ao lado do marido e o casal estava muito abalado. Após o estupro ele também fez várias perguntas à vítima, se ela era casada, onde morava e se tinha filhos. A mulher contou que respondeu todas com informações erradas.

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