O protagonismo feminino nas comunidades de Ilhéus é uma característica identificada por pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), que realizam na zona norte do município o Diagnóstico Mercadológico Participativo, em parceria com a Bahia Mineração. A pesquisa, que abrange 15 localidades, tem a intenção de descobrir o potencial de cada uma delas, o que e como fazem, para, no futuro, viabilizar o desenvolvimento de projetos e fomentar grupos produtivos.
“Uma das coisas que percebemos nesse primeiro contato com as comunidades foi exatamente a importância da mulher”, diz a pesquisadora Carla Burda, participante do diagnóstico. Segundo ela, os números da pesquisa ainda serão fechados, mas já é possível afirmar que as mulheres aparecem como responsáveis diretas ou indiretas na atividade produtiva existente nas regiões abrangidas pelo trabalho. São também, de acordo com a pesquisadora, “líderes formais ou informais de suas comunidades”.
Essas mulheres, como Ivonete Brasil, da comunidade do Valão; Telma Alves do Nascimento, da Vila Olímpio; e Dona Maurina de Jesus Santos, do Itariri, apesar de estarem na zona rural , experimentam também um novo momento da história, em que elas abandonam um papel secundário e mostram sua força e autonomia em todos os setores.
Dona Maurina, com a sabedoria de seus 72 anos, demonstra ter a consciência de que ser mulher significa exercer múltiplos papéis. “Hoje as mulheres têm que trabalhar, lutar pela vida, ser fortes, ajudar os maridos, trabalhar e ser felizes”, ensina a moradora do Itariri.

Nenhum comentário:
Postar um comentário