Os terroristas da Al Qaeda reivindicaram nesta quarta-feira a autoria da série de ataques que matou ao menos 50 pessoas no Iraque na terça-feira. Segundo comunicado dos fundamentalistas, os atentados foram uma resposta ao plano de segurança lançado pelas autoridades iraquianas por ocasião da cúpula de chefes de estado árabes, que ocorrerá em 29 de março em Bagdá.
O comunicado foi divulgado pela organização Estado Islâmico do Iraque, grupo vinculado à Al Qaeda no país. Mais de 250 pessoas ficaram feridas. Os ataques mais violentos aconteceram na cidade sagrada xiita de Kerbala, 110 quilômetros ao sul de Bagdá, onde houve 13 vítimas, e em Kirkuk (norte), onde morreram 13 policiais.
O governo iraquiano já havia advertido que a Al Qaeda e os partidários do ex-ditador Saddam Hussein tentariam espalhar o caos no país. As autoridades mobilizaram um grande esquema de segurança para a reunião da Liga Árabe, que terá as presenças de vários chefes de estado e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O encontro, o primeiro em Bagdá desde 1990, será precedido por reuniões dos ministros árabes da Economia e das Relações Exteriores.
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